domingo, março 13, 2005

Afinal é por causa da bamboleação...


Eureka!!!
Estava eu nos meus tempos de estudante, galhofando num dos melhores bares (já foi) do mundo e quem sabe dos arredores desse mundo, seja lá ele qual for, na minha ingénua e inconsciente (não estou a dizer que agora sou consciente, tá??!) fase de descoberta do produto doce e amargo, liso e rugoso do Deus "Jeca", quando dou por mim a desvendar o segredo da causa do revolutear da cabeça, após vários copos desse fantástico produto…
Concerteza quem já bebeu, mais da conta deste refrigerante amarelo, com umas bolhinhas a subir pelo copo numa animação esfusiante, numa correria até ao cocuruto desse mesmo vaso de vidro, amalgamando-se na espuma branca que o cobre, já reparou que a sua cabeça começa a ficar um tanto ao quanto esvoaçada, soltando-nos a alma e as gargalhadas mais imbecis que guardamos no nosso recôndito saco das gargalhadas (Saco adjacente ao pâncreas que serve para soltar gargalhadas, digo eu…).
Cantamos, rimos, falamos além da conta e ainda por cima, o que é bem pior, dançamos musicas latinas, musicas essas que deviam ser proibidas e quem as editou deveria estar enclausurado num quarto durante horas a fio a ouvi-las…
Mas, como a nossa alma se soltou devido à quantidade exagerada de ingestão desse líquido estonteante, andamos feitos zombies desalmados, insensíveis, cambaleantes, mas sempre acompanhados com a amiga bezana…
Bom, depois de pensar o porquê do estado que uma simples bebida faz à nossa capacidade motora e intelectual, dou por mim a descobrir a causa…
A causa nesta bebida, não é como dizem, devido ao álcool. É derivado, isso sim, ao dono do café levar sempre o barril aos rebolões, da despensa até ao local onde tem a bica, o que faz com que a bebida que esta no seu interior fique de tal maneira revolteada que quando chega dentro dum copo ao consumidor desatento, lhe provoque tonturas e disfunções na sua locomoção.
Por isso digam NÃO ao rebolar do barril da cerveja.
Assim não admira, pois tá claro…
Phonseka

sexta-feira, março 11, 2005

Puxe... Empurre...


Que notável invenção é o puxador da porta...
Já pensaram o que seria se este amigo com várias formas não existisse! Ele que nos acompanha para todo o lado onde vamos, apesar de estar imóvel, preso a uma porta, gaveta, etc?
Este apetrecho importantíssimo que nos deixa ter acesso a todo o lado passa um pouco ao lado da atenção e do interesse do cidadão. É uma pena porque, se não fosse ele não entraríamos em lado algum…
É tão desprezado que não se sabe afinal quem foi o seu inventor… Porquê? Pergunto eu… Não será importante o suficiente, como a luz (Thomas Edison), ou o telefone (Alexander Bell)? Se é tão importante, porque é descartado do interesse do cidadão que o utiliza em tantas ocasiões, aliás, todos os dias.
Há tantos objectos que nos passam pelas mãos, pelos olhos, mas que não pensamos neles… (falarei de muitos mais noutras ocasiões)
Já houve quem quisesse acabar com ele, extingui-lo até, para amenizar o “esforço” enorme de rodar esse fantástico objecto, inventando aquelas “portas de empurrão”, que se costumam ver nos tascos dos filmes de cowboys. Mas não meus amigos, essas servem somente para aumentar ainda mais o sedentarismo das pessoas… Pelo menos o estupendo puxador faz com que façamos o movimento de pronossupinação do antebraço, o que sempre é algum exercício comparado com o empurrar duma porta de saloon que até o vento faz com que ela se abra.
Mas nem tudo são vantagens para o puxador e desvantagens para as “portas de empurrão”. Há um local, e somente nesse local eu vejo as “portas de empurrão” úteis. Meus camaradas, esse local é nas casas de banho públicas… Ah pois é, as casas de banho públicas deveriam estar apetrechadas com estas “portas de empurrão”, e se possível, ainda melhor com “portas de supermercado”, aquelas que têm olhinhos que quando nos aproximamos nos vêm chegar e abrem sozinhas. Eu explico o porquê de ser defensor acérrimo destas portas nos sanitários públicos. É que, imaginem quando vão fazer o vosso xixizinho e, espero eu, até têm o cuidado de lavar as mãos. Mas, e quem não tem esse salutar hábito? Agarrou concerteza o fantástico puxador com as suas mãos inquinadas sabe-se lá com quê. Vamos nós, acabadinhos de lavar as mãos e “zumba” deitamos a manápula ao puxador infestado com tudo o que possam imaginar que milhares de pessoas ali deixaram agarrado…
Para terminar, voltando ao puxador, este amigo, que apesar de ter o nome que o remete a um só sentido, ainda por cima esconde dentro da sua imensa importância, uma outra, a de empurrar…
Nunca se esqueçam da velha máxima, agora modificada por mim:
Há 3 palavras que vos abrem muitas portas, que são, “PUXE”, “EMPURRE” e como não podia deixar de ser o “PUXADOR”…

Phonseka

quinta-feira, março 03, 2005

O copo penetrado pelo apêndice saliente da face…


Ora bem, estava eu um dia a beber um refrigerante amarelo, com umas bolhinhas a subir pelo copo numa animação esfusiante, numa correria até ao cocuruto do copo, amalgamando-se na espuma branca que o cobria, quando dou por mim a fazer uma coisa que se muitos ligassem, e/ou mesmo reparassem, não beberiam de copos alheios. Olhando para o copo e para essas imensas bolhinhas, começo a reflectir sobre mais uma fastidiosa e inconveniente teoria, se assim se pode chamar…
De que é que estou a falar?
Do horroroso acto de colocar a nossa penca, a nossa máquina de fazer ranho, completamente dentro do copo enquanto bebemos ressarcidos a nossa bela e afável bebida.
Sei que é um acto do nosso quotidiano, e concerteza já reparam nesse acto inestético e pouco asseado, mas…
-“ Olha, desculpa, essa bebida é tua?”
-“É sim…”
-“Dás-me um golinho?”
-“Sim, toma.”
E damos por nós a ver discretamente, onde algures no copo estão as marcas labiais e lambuzadas que o Dono da bebida deixou… Deparamo-nos com tais marcas, e orgulhosos do nosso acto salutar, viramos o copo para o lado oposto, sabedores que esse lado está casto, e… colocamos os nossos rebordos bocais precisamente onde esse nosso Amigo acabara de colocar o narigão.
Não me considerem um partidário da boa moral e dos bons costumes, até porque também efectuo tal acto, uma vez que não estamos a matutar segundo a segundo o que está para além dos actos normais do nosso dia a dia. Nem digo que quem beba sedento do copo de outrem, seja imediatamente fulminado por um raio luminoso vindo de onde quer que seja, o chamado raio que o parta. Mas se nos imaginarmos a colocar as nossas beiças na penca do Amigo, mesmo sendo indirectamente, já se fica de pé atrás.
Bom, uma das opções, mesmo não sendo uma opção que não foge nem fica imune a toda esta sordidez, seria beber no local intermédio do “gargalo” do copo, local esse que fica precisamente entre as impressões labiais e o local onde o apêndice olfactivo esteve deposto, o que faz com que não seja assim tão boa ideia…
Já agora, o tal refrigerante amarelinho com tantas bolhinhas simpáticas, que corriam para se misturarem com a cremosa espuma branca, era como obviamente já lá chegaram, a verdadeira “bejeca”…
PHONSEKA

quarta-feira, março 02, 2005

Mutacionismo...


Mutantes somos todos...

É assim mesmo. Concerteza estão a pensar que venho com mais uma das minhas teorias aberrantes, sem nexo e sem coerência, mas a verdade é que por mais que pense, não consigo saber o que é normal e o que não é normal.
Quem me diz que uma criatura é o modelo de beleza (forme), e/ou de não beleza (disforme)?
Um sinal, uma ruga, lábios carnudos ou finos, dedos longos ou pequenos, cabelo loiro, castanho, ruivo... Afinal o que é forme? e disforme? São os Individuos altos, loiros, com olhos azuis? Serão os morenos, baixos e olhos castanhos? Porque?
Ao olhar para um Individuo, vejo que tem um nariz batatudo (como eu)... Sinal de mutacionismo, mutacionismo esse que ja o faz ser diferente.
Falo do nariz, como posso falar duma madeixa, da cor dos olhos, dos dentes, etc. Qualquer modificação que tenhamos no nosso corpo, é uma mutação.
Normalmente rotulamos de mutante aquele Individuo que tem duas cabeças, quatro braços e/ou que nasceu com outro Individuo agarrado ao abdómen. Porque? Realmente não é normal alguém nascer das formas que acabei de mencionar, mas também é uma questão de estatística, o facto de em cada 9000 nascer uma assim... Mas não será também uma questão desse género nascer um Individuo igual a mim, a ti ou ao teu vizinho?
Cada um nasce com um genoma, genoma esse que é pessoal e intransmissível, e que não é igual ao genoma perfeito, se é que existe algum, e se existe está bem guardado, portanto, se não é igual a esse não é perfeito, sendo assim, não somos perfeitos, o que implica que temos mutações, logo somos mutantes...
Saudações, colegas mutantes...
PHONSEKA

domingo, fevereiro 27, 2005

Não és ninguém...

Ninguém: (Do latim Ne(c)quem), tem o significado de nenhuma pessoa, desconhecido…
Nada: (Do latim nata de nulla res nata), tem o significado de não existência, ausência e quantidade, coisa nenhuma, inanidade, ninharia, nonada, bagatela, inutilidade…

E chateado com o amigo disse-lhe: “Não és ninguém…”
Em que o amigo responde: “Pois!!!”
Vamos lá ver uma coisa, ninguém é ninguém, é um desconhecido, algo que não existe. Se é assim, porque raio dizemos em tom de ofensa, ou tentativa disso, que fulano é ninguém?
Se queremos ofender alguém, não podemos expressar uma ofensa dizendo que esse nosso inimigo, essa malévola personagem que ainda à minutos era meu aliado na vida, em tudo, de repente, rouba-nos o action men, o carrinho que até deitava fogo, ou mesmo começou a gostar da miúda que eu também gostava tanto, aquela do 4º ano… é alguém!!!
Não, não e não! Meninos, na guerra não podemos desvendar a nossa parte fraca. Se queremos ofender o nosso ex amigo, roubem-lhe também a miúda, ou façam o que quiserem, mas não lhe digam que ele é alguém…
Pronto, visto isto assim, quase na brincadeira, ninguém é ninguém, por isso não podemos ofender alguém dizendo-lhe “não és ninguém”. Pois, ele é alguém, por isso não pode ver as ofensas proferidas como insulto.
Ninguém, nada, ausência, patavina, nicles, é o significado de coisa alguma, nem podemos falar duma coisa, se o seu significado “não existe”, ele próprio diz peva…
Lá está, até falando assim, do significado de ninguém, temos que dizer que o próprio significado diz… nada.
Nada e ninguém é nada e acabou, digam-me que não sou nada e eu agradeço a tentativa, estúpida, asinina, lerda de me tentar insultar…
Pensemos antes de falar…
Phonseka