quinta-feira, março 24, 2005

Mas afinal queres dizer isso ou não???

Estava eu a passar numa rua, onde de repente vejo uma estranha confusão entre vários indivíduos que brigavam parece por causa de futebol…
- Aquilo? Penaltie? ´tas é parvo – dizia um;
- É sempre a mesma merda, sempre a roubar os mesmos…
E assim continuaram, na conversa da treta de sempre cada vez que se discute futebol, mesmo sabendo que nem que estivessem ali a vida inteira não se entenderiam em relação ao quer que fosse…
Nisto, um mais exaltado que começa a armar-se em médico, bramando como se não houvesse amanhã, enceta uma atemorização ao seu adversário de briga, em que o outro, não querendo armar confusão foi-se embora… Não se calando continua aos urros - e agora sim vamos ao que me levou a escrever sobre isto – dizendo “amanhã já te trato da saúde”…
Ora bem, conversas destas num tasco e proferidas pelos poetas dos andaimes, eu entenderia, mas de um Sô doutor? Dum médico?
Fiquei eu ali, perplexo pensando como anda a dita alta sociedade deste país… Eu que até tinha uma dor nas costas tive mesmo para me dirigir ao referido Sô doutor, mas exaltado como estava, preferi não o fazer, ainda me dava uma galheta…
Foi então que pensei, uma galheta é uma bolacha. Eram 6 da tarde, até estava com fome, aproximei-me do suposto Sô doutor…
- “O que é que quer este também?” – Ao que eu respondi – desculpe, mas não foi possível deixar de ouvir a vossa discussão, e como o reparei que o senhor é médico, vinha só perguntar se me podia dizer o que posso fazer à dor de costas…
- Médico eu? Essa é boa…
- Então não vai tratar da saúde ao senhor que saiu daqui há pouco?
- Vou-lhe mas é partir os cornos…
Não bastava o homem ter problemas de saúde, ainda tinha a mulher que o traía …
Cheguei a casa contei isto à minha irmã, ao que ela me explica que “tratar da saúde” é uma ameaça que significa “dar-lhe porrada”…
Bom, mas anda tudo estouvado ou é impressão minha?!
Se lhe queria dar uma sova, iria dar-lhe cabo da saúde, com olhos negros, hematomas, contusões e afins… Uma pessoa neste estado não me parece que esteja bom de saúde. Então porque é que dizemos “vou-te tratar da saúde” a alguém que afinal lhe vamos é dar cabo da saúde?!
Anda tudo armado em médico…

(OPSS! Confesso que este tá muito fraquinho, desculpem o baixo nível, ehehe)

segunda-feira, março 21, 2005

Afinal, não é preciso fechar as torneiras!!!

(ATENÇÃO: Esta teoria pode ferir a sensibilidade das mentes mais frágeis 0)

Vendo bem, a “suposta” seca pela que o país está a atravessar é uma farsa do governo. Pois vejam...
Quando este novo governo ganhou, deixou de haver o tempo frio, já repararam?
Pois bem, isto deixa transparecer algum tipo de manobras manhosas que o José Trocas-te e seus discípulos andaram a tramar.
Viu-se nitidamente a mudança do clima, o que mostra perfeitamente que a primeira medida que tomaram foi despedir o São Pedro. Despedimento esse que trouxe implicações nos termómetros de todo o país. Porque isto de arranjar tachos a São Pedrinhos estagiários lá no departamento das intempéries dá barraca, pois concerteza que dá!
Mas uma coisa é certa. Como já disse, tudo isto da seca é uma farsa, já que foi mais uma medida do governo para poupar água. Sim, para poupar água, já que, se não chove não se gasta água e se não se gasta água, poupa-se.
Imaginem a quantidade de água que se gasta para cobrir todo o país de chuva?! Pois claro, a lógica aqui está em não chover para que se poupe esse liquido precioso.
Não consigo entender os portugueses, nunca estão satisfeitos com o governo que têm…
Este, ao despedir o São Pedro, fez com que chovesse menos, o que fez com que Portugal poupasse um dinheirão em chuva…
As coisas são tão simples, não percebo porque hão-de complicar o que é visivelmente fácil…

Phonseka

quinta-feira, março 17, 2005

A bacalhauzada à portuguesa...

Na imbecil teoria de hoje vou-vos revelar mais uma realidade do nosso quotidiano, que de certa forma não se enquadra nos hábitos higiénicos do ser humano actual, e se pensarmos bem, nem nos hábitos dos humanos, sejam lá eles de que tempo foram, mas quem liga a isso, se virmos as coisas do prisma do meu amigo Markitu. Este meu grande amigo considera, e já fez menção disso na minha teoria imbecil dos puxadores (puxe… empurre…), que essa parte do nosso corpo é das se não a mais suja!?
Falo-vos da misteriosa, bacalhauzada… E não falo do fiel amigo, mas sim daquele gesto aparentemente amistoso que apenas algumas pessoas não o fazem diariamente, pessoas essas que são os manetas, ehehehe… Falando de coisas “sérias”, a bacalhauzada é aquele gesto que as pessoas fazem umas às outras normalmente com a mão direita, já que se diz que com a esquerda dá azar... pois.
Estendem-na aberta, com o polegar erecto e agarrando na mão do outro individuo que está a realizar o mesmo gesto e “pimba”, começam a sacudir o braço para cima e para baixo, como se de uma masturbação masculina se tratasse…
É um gesto como outro qualquer, uma forma de cumprimento acompanhada de um simbolismo que varia desde o “atão pá, tás bom”? até ao “comé que está sôtor” e ainda pode incluir entre muitos outros um “venham de lá esses ossos” acompanhada com umas castadas nas costas com a outra mão (versão portuguesa). Enfim, é o típico gesto inventado pela rapaziada máscula que não seria vista nem morta a dar um beijo nem que fosse ao avô, mas gosta de um contacto físico vigoroso aprovado socialmente. Há coisas com tanta lógica testosteronal como a bacalhauzada, que um dia alguém me há-de explicar em que consiste o “apalpar” do material aos amigos com uma murraça seca e inevitavelmente dolorosa para quem recebe esse “cumprimento”, mas pronto, é de macho… Mas voltando à bacalhauzada, encaro esse, um dos mais badalhocos hábitos no grandioso mundo dos cumprimentos. Não pelo inocente gesto em si, mas pelas bactérias e afins que a mão estendida pode esconder para quem a aperta. Passo a explicar.
Toda a gente sabe que a rapaziada tem o hábito de mijar de pé. Não se sabe porque, mas é assim que as coisas funcionam há vastíssimos séculos. Ora, dado que genética envolvendo esse acto não se compadece dessa mania, para não molhar os pés, recorre-se à mão para que o material, que normalmente tem o nosso nome, mas no diminutivo, se eleve e o jacto saia para a frente e não para os sapatos. Pronto, sendo assim voltaria à teoria mentecapta do puxador, não fosse a sacudidela… A sacudidela serve para que o Phonsekinha (agora chamem-lhe como quiserem) fique bem sequinho, não vá ele pingar na cueca. É assim, ele fica sequinho mas, e as mãos? Pois é, na próxima vez que apertarem a mão a um amigo, o simbolismo do gesto seja: “No fim, foi lavada?”

P.S.: Não pensem que sou algum maluco das limpezas, estas coisas são pancadas que me dão ao reparar em tudo menos no que interessa...
Phonseka

domingo, março 13, 2005

Afinal é por causa da bamboleação...


Eureka!!!
Estava eu nos meus tempos de estudante, galhofando num dos melhores bares (já foi) do mundo e quem sabe dos arredores desse mundo, seja lá ele qual for, na minha ingénua e inconsciente (não estou a dizer que agora sou consciente, tá??!) fase de descoberta do produto doce e amargo, liso e rugoso do Deus "Jeca", quando dou por mim a desvendar o segredo da causa do revolutear da cabeça, após vários copos desse fantástico produto…
Concerteza quem já bebeu, mais da conta deste refrigerante amarelo, com umas bolhinhas a subir pelo copo numa animação esfusiante, numa correria até ao cocuruto desse mesmo vaso de vidro, amalgamando-se na espuma branca que o cobre, já reparou que a sua cabeça começa a ficar um tanto ao quanto esvoaçada, soltando-nos a alma e as gargalhadas mais imbecis que guardamos no nosso recôndito saco das gargalhadas (Saco adjacente ao pâncreas que serve para soltar gargalhadas, digo eu…).
Cantamos, rimos, falamos além da conta e ainda por cima, o que é bem pior, dançamos musicas latinas, musicas essas que deviam ser proibidas e quem as editou deveria estar enclausurado num quarto durante horas a fio a ouvi-las…
Mas, como a nossa alma se soltou devido à quantidade exagerada de ingestão desse líquido estonteante, andamos feitos zombies desalmados, insensíveis, cambaleantes, mas sempre acompanhados com a amiga bezana…
Bom, depois de pensar o porquê do estado que uma simples bebida faz à nossa capacidade motora e intelectual, dou por mim a descobrir a causa…
A causa nesta bebida, não é como dizem, devido ao álcool. É derivado, isso sim, ao dono do café levar sempre o barril aos rebolões, da despensa até ao local onde tem a bica, o que faz com que a bebida que esta no seu interior fique de tal maneira revolteada que quando chega dentro dum copo ao consumidor desatento, lhe provoque tonturas e disfunções na sua locomoção.
Por isso digam NÃO ao rebolar do barril da cerveja.
Assim não admira, pois tá claro…
Phonseka

sexta-feira, março 11, 2005

Puxe... Empurre...


Que notável invenção é o puxador da porta...
Já pensaram o que seria se este amigo com várias formas não existisse! Ele que nos acompanha para todo o lado onde vamos, apesar de estar imóvel, preso a uma porta, gaveta, etc?
Este apetrecho importantíssimo que nos deixa ter acesso a todo o lado passa um pouco ao lado da atenção e do interesse do cidadão. É uma pena porque, se não fosse ele não entraríamos em lado algum…
É tão desprezado que não se sabe afinal quem foi o seu inventor… Porquê? Pergunto eu… Não será importante o suficiente, como a luz (Thomas Edison), ou o telefone (Alexander Bell)? Se é tão importante, porque é descartado do interesse do cidadão que o utiliza em tantas ocasiões, aliás, todos os dias.
Há tantos objectos que nos passam pelas mãos, pelos olhos, mas que não pensamos neles… (falarei de muitos mais noutras ocasiões)
Já houve quem quisesse acabar com ele, extingui-lo até, para amenizar o “esforço” enorme de rodar esse fantástico objecto, inventando aquelas “portas de empurrão”, que se costumam ver nos tascos dos filmes de cowboys. Mas não meus amigos, essas servem somente para aumentar ainda mais o sedentarismo das pessoas… Pelo menos o estupendo puxador faz com que façamos o movimento de pronossupinação do antebraço, o que sempre é algum exercício comparado com o empurrar duma porta de saloon que até o vento faz com que ela se abra.
Mas nem tudo são vantagens para o puxador e desvantagens para as “portas de empurrão”. Há um local, e somente nesse local eu vejo as “portas de empurrão” úteis. Meus camaradas, esse local é nas casas de banho públicas… Ah pois é, as casas de banho públicas deveriam estar apetrechadas com estas “portas de empurrão”, e se possível, ainda melhor com “portas de supermercado”, aquelas que têm olhinhos que quando nos aproximamos nos vêm chegar e abrem sozinhas. Eu explico o porquê de ser defensor acérrimo destas portas nos sanitários públicos. É que, imaginem quando vão fazer o vosso xixizinho e, espero eu, até têm o cuidado de lavar as mãos. Mas, e quem não tem esse salutar hábito? Agarrou concerteza o fantástico puxador com as suas mãos inquinadas sabe-se lá com quê. Vamos nós, acabadinhos de lavar as mãos e “zumba” deitamos a manápula ao puxador infestado com tudo o que possam imaginar que milhares de pessoas ali deixaram agarrado…
Para terminar, voltando ao puxador, este amigo, que apesar de ter o nome que o remete a um só sentido, ainda por cima esconde dentro da sua imensa importância, uma outra, a de empurrar…
Nunca se esqueçam da velha máxima, agora modificada por mim:
Há 3 palavras que vos abrem muitas portas, que são, “PUXE”, “EMPURRE” e como não podia deixar de ser o “PUXADOR”…

Phonseka