sexta-feira, novembro 04, 2005

Phonsekeorema XIX

Qual o tamanho?
VOLTEI!!!!!!!!
É o que dá não ter tido net estes dias, só agora que estou em casinha finalmente posso escrever.... Ufa!!!
Ufa??? Ufa porquê... não tenho nada de jeito para escrever...
Mas pronto, enquanto escrevia este início lembrei-me de um tema bastante controverso, e que para não variar me anda a mexer com o meu senso.
Ora, eu ainda sou do tempo, em que o pão de forma era pão de forma, não vinha fatiado. Era pão, mesmo pão, e cada um cortava-o consoante o seu gosto. É certo que esse pão ainda existe, mas o que me chateia é que há uns anos atrás um gajo qualquer, resolveu começar a vender o pão de forma já partido ás fatias...
Ui, esse pão vendeu e vendeu, foi um grande sucesso, de tal maneira que basicamente 95% do pão de forma agora é vendido assim.
Ok, ok... tudo bem que dá jeito, é mais rápido...
Mas, e seu eu quiser uma fatia mais grossa? Pode muito bem apetecer-me uma fatia mais grossa que aquela que está no pacote. Por exemplo, se eu quiser eu quiser uma torrada de pão de forma e quero uma torrada grossa? O que é que eu faço? Porque é que não posso ser eu a escolher o tamanho da fatia? Quem é que definiu o tamanho da fatia?
Que estudos fizeram para definirem aquele tamanho como o tamanho standard?
Podem estar a pensar, e pensam muito bem, que se eu quiser escolher a grossura da fatia, que compre do pão de forma que ainda não está fatiado, ao que respondo, que não estou a falar desse pão, por isso não me estraguem o Phonsekeorema, que de mau já tem a ideia.
Eu não concordo com aquele tamanho!!! Acho-a fina demais, e ainda por cima, quando vamos para pôr manteiga o raio da fatia “rompe-se” fazendo sempre sujar a mão de manteiga.
E tostas mistas? De tão finas serem as fatias, depois de prensadas ficam da grossura inicial da fatia de fiambre que tínhamos lá colocado.
Acho que devia haver uma alínea na Constituição que nos consagrasse o direito a escolher o tamanho da fatia do pão de forma, de modo a evitar a imposição por parte das grandes multinacionais, do tamanho da fatia!
Proponho uma solução... ponham na mesma embalagem de pão de forma, fatias de diferentes tamanhos!Assim, teríamos as fatias grossas para barrar com manteiga, fazer uma bela francesinha, etc.
Teríamos dentro do mesmo saco, uma fatia média, para uma torrada, uma tosta mista, e afins.
E por ultimo ainda teríamos as fatias finas que serviriam para barrar queijo fresco, doce, patê, etc…
Claro que podiam estar dentro do mesmo pacote, como podia haver um pacote de fatias finas, outro de fatias médias e um de fatias grossas…
Assim sim... mas esperem aí!!!E quem é que definia o que era uma fatia grossa ou média ou fina, e qual o seu tamanho?!?
Oh! Que se lixe... vou comer um croissant...
Phonseka ©

terça-feira, outubro 25, 2005

Phonsekeorema XVIII

Fazê-lo no WC Público
Há coisas que mesmo que toda a gente faça, não porque quer mas porque necessita, que estupidamente nos constrange quando não estamos na privacidade da nossa bela e acolhedora sanita, a lá de casa. Falo claro de defecar (achei que defecar fosse mais bonito e suave que cagar, mas pronto…)
Vou-vos esclarecer o porquê de mais um post que fala desta bela arte que é cagar (o primeiro foi o Phonsekeorema IV).
Bom, este fim-de-semana tive que passar pelo Centro Comercial para fazer umas compras, quando de repente a minha barriga começa a fazer uns sons estranhos, que claramente queriam dizer, “procura um altar de porcelana rapidamente”. Apressei-me a procurar uma, e quanto mais andava mais a barriga apertava.
Não sei algum de vocês já teve que cagar numa dessas casas de banho públicas, mas digo-vos que enquanto estamos sozinhos é uma maravilha, mas se está alguém, bem…
De certeza que já sentiram como é constrangedor estar à vontade com mais pessoas a utilizar as sanitas vizinhas, apenas separadas por um pedacinho de contraplacado, ainda para mais aberto por baixo, com a única finalidade de denunciar o “cagante” pelos sapatos quase tapados pelas calças nos tornozelos…
Nesses casos temos várias situações que se nos podem deparar, a primeira e a melhor para nós é encontrarmos a casa de banho completamente vazia, pois aí podemos aproveitar para, ler as inscrições na porta, verdadeiras frases poéticas… a que eu gosto mais é daquela escrita pequenina, que para a lermos temos que nos debruçar, levantando por isso o rabo da sanita, e quando conseguimos ler o que diz aparece: “Se consegues ler isto é porque estás a cagar fora da sanita!“, fantástico…
Depois podemo-nos soltar livremente, sentar descontraidamente e fazer a sinfonia que nos apetecer e deliciar-nos com o eco produzido pelas paredes de azulejo. Para mim uma das coisas que as sanitas deviam ter era braços e encosto como as cadeiras, mas isso é outra conversa...
Outra situação é a que nos põe a nós e a 2 ou mais pessoas a utilizar as sanitas ao mesmo tempo. Nesta situação, apesar de estarmos protegidos pelo anonimato, não convém começar a soltar efusivamente. O bom do anonimato é o de os nossos vizinhos ficarem sempre na dúvida de qual das guaritas vem semelhantes rugidos e com sorte pode ser que um dos vizinhos aceite o repto e entre numa competição ao desafio de ver quem mais faz estremecer as divisórias dos lavabos o que sempre dá um ar cultural ao acto de defecar…
O ponto final deste acto e para demarcarmos a nossa categoria, é tentar acabar primeiro que os outros, sair para lavar as mão, esperar que saíam os vizinhos de semelhante obra, e olhar para eles com ar reprovador deixando-os pensar que estamos indignados pelo comportamento tão repulsivo cometido por eles e sair de peito feito e com uma moral do caraças…
Para concluir, teria que falar da pior situação que nos pode acontecer, que é estarmos a sós com outro individuo….
Sentamo-nos na sanita e ficamos ali caladinhos à espera que eles façam um som, só que do outro lado também ele está à espera que sejamos nós a soltar o primeiro som… e ali se fica num impasse, com uma vontade enorme de soltar um turbilhão, que seja dita a verdade, orgulhosamente sustemos, pois não queremos ficar mal, e aliás, fica bem deixar ser o outro a largar-se, cortesias.
Então fica-se ali a esganar o dito e tentar não deixar sair nem de mansinho um pequeno pufffff !!!
Quando se quebra o silencio, pois não podemos estar ali o dia todo é que é… BRUUUUAAAA (som de toda merd@ a sair de alivio), uau!!! Mas lá está, não podemos demorar porque se o vizinho é o primeiro a acabar e vai embora, então aí, tá tudo lixado…
Mas pronto, sempre podemos esperar e soltar mais uns, pois supostamente já lá não está.
Mas, contudo, no momento que vamos para sair é que se ouve o secador das mãos, afinal ele não tinha saído!!! Porra!!!
Lá temos que ficar pelo mais meia-hora fechados à espera que ele se vá embora… e mesmo assim de certeza que quando sairmos da casa de banho, ele vai estar escondido num canto qualquer para ver a cara do infractor…
E assim se escreveu mais um Phonsekeorema, além de imbecil, um pouco merdoso, mas nada que não estejamos habituados… Até ao próximo.
Phonseka ©

terça-feira, outubro 18, 2005

Phonsekeorema XVII

Pasta de Dentes
Mais um Phonsekeorema, que para não variar me anda a inquietar a mente e o que não é mente, desde pequenino… é verdade, sou um inquietado…
Desde pequenos que nos habituaram a lavar os dentes ao acordar depois do pequeno-almoço, depois do almoço, depois do jantar e antes de deitar. Até aqui tudo bem, mas o pior é que, antigamente havia “a pasta” de dentes. E o que é que essa pasta de dentes fazia? Lavava os dentes, certo?
Ora, hoje quando estava a lavar os dentes, fiquei a olhar fixamente para a pasta que estava a usar, quando ocorreu uma sinapse no meu já deteriorado cérebro Phonsekeoronomo. É verdade, ele vive…
Essa sinapse fez com que uma complexa questão se desenvolvesse, questão essa que é:
O que é que se passa com as pastas dos dentes?!?
Essa questão fez-me voltar uns anos atrás, quando havia aquelas pastas com sabores (meu Deus, adorava as de laranja e morango, comia uma por dia :)). Velhos tempos esses que até esfregava a língua para que o sabor perdurasse.
Antigamente as marcas de dentífrico apenas tinham o produto para lavar os dentes e flúor, mas agora apareceram as com extra-fluor, com branqueador, com micro-granulos, com três cores que fazem a acção de três em um, com potássio, com pequenos glutões (tipo pacman), com refrescantes, até nos oferecem garantias de 12 horas com os dentes lavados, enfim encheram os tubos de pastas dos dentes de coisas e mais coisas…
Ora, se andam a encher as pastas de dentes de coisas que antes não havia, e os tubos continuam com o mesmo tamanho, para meterem essas coisas todas dentro do tubo de pasta têm que tirar outras, como por exemplo o produto que antes esses tubos tinham e servia para lavar os dentes…
Então para que compramos pasta de dentes para lavar os dentes, se neste momento elas fazem tudo aos dentes e gengivas, menos lavar os dentes?!?
Estranho...

P.S. vou tomar o comprimido prás sinapses. Não sei para que servem, ainda não tive melhorias, mas pronto, vou continuar a tomar...

Phonseka ©


quinta-feira, outubro 06, 2005

PHONSEKEOREMA XVI

80's
Há coisas que fazem pensar, como por exemplo, o aparecimento do universo, o objectivo da vida e o seu aparecimento, a construção das pirâmides do Egipto, o sorriso da Mona Lisa, o porquê de os Delfins, os G.N.R. e a Missy Elliot ainda editarem álbuns, mas uma das coisas que me atormenta são os anos 80, é verdade, essa década ridícula anda a atormentar-me desde que cheguei a 1990, olhei para trás e vi a imagem em geral desses anos… PORRA!!!
Eu sei, eu também passei por eles principalmente na minha adolescência, mas é isso que vai ao encontro da minha angústia. Farto-me de pensar e não encontro palavras que descrevam como é possível que tanto mau gosto tenha aparecido apenas numa década.
Quem está a ler este Phonsekeorema e nasceu nesta década deve estar a lançar-me raios e coriscos, mas pensem comigo, que moda foi aquela? Roupas em forma de triângulo, com as piores combinações de cores possível, com tecidos estranhíssimos, pois lembrem-se daqueles fatos de treino com um tecido que mais parecia de papel vegetal, e o forro de um material semelhante ao filtro de exaustor.
As roupas é do mais flagrante no que concerne ao mau gosto, mas os penteados em nada ficaram atrás. Basta olharmos para canais como a VH1 quando dão programas dos 80’s, e temos a infelicidade de rever as bandas rock, e especialmente heavy metal, com aquelas farfalhudas cabeleiras, somente superadas em horribilidade por ninhos de ratos ou bolas de pelo acabadas de ser regurgitadas por um gato, as roupas, meu Deus, que era aquilo??? Claro que não me esqueci das pinturas na cara… praquê??? E os baixos e guitarras!!!? Sempre com formas pontiagudas… Jasus!!!
Mas pronto, falando mal dos anos 80, o pior é o visual, sobretudo os cabelos, a maquilhagem e as ombreiras. Em toda a história da humanidade não houve moda mais ridícula, nem na idade média.
Claro que estarão a pensar que não deveria estar a falar de uma época que também nos deu muita coisa boa, como por exemplo, coiso e também nos deu a outra coisa e tal… É verdade, não consigo perceber o porque de não se arranjar maneira de apagar essa década da história da humanidade. Era acabar com ela, quem nasceu nessa década nasceria numa outra, quem nasceu antes e teve a infelicidade de viver esses anos ficaria 10 anos mais novo, o que significaria 10 anos mais feliz.
Realmente tenho que dar o braço de quem gosta desta época a torcer (o meu é que não dou), apenas no que toca à imagem é que nestes anos descambou o universo do bom gosto e do bom senso, pois no resto, naquilo que ninguém viu ate passou por ser uma época normal.
Falando de música, tentei lembrar-me de algo de jeito, mas sinceramente só consigo lembrar dos U2, Pixies, Queen e até posso falar dos Smiths. E não, não me venham com Madonnas e Micheal Jacksons, ou Tina Turners, pois é do pior…
Basta olhar para estes nomes, e atenção que eram dos melhorezitos para ver que foi preciso o Grunge, logo em 1990, resgatar a música de um longo e tenebroso Inverno.
Basta ir a 1990 para ver que desde 1980 a 1989 foram tempos para esquecer em termos de estética, tanto visual como auditiva…
(deixo aqui de lado a estética publicitária no cinema, e mesmo dos filmes, isso é terrível demais para ser abordado assim, sem aviso) …
Para terminar, e para variar, vou terminar seriamente dizendo a verdade absoluta mas um pouco mais compactada daquilo que me levou a escrever este Phonsekeorema, tenho a dizer que de forma alguma sou um saudosista dos anos 80, pois tenho as minhas preocupações, especialmente com o actual processo de resgate em excesso desse período.
Pensando bem, há dez anos, resgatávamos o que havia de melhor nos anos 70 e produzia-se pouca coisa nova. Hoje, a produção cultural não é das melhores, com Britneys e afins, e com a avalanche de hip-hopadas que já dá cabo da mioleira ao pessoal, esquecemos a boa qualidade enquanto ouvimos a maioria da música que se ouve agora, há “alguém” que tem a infelicidade de relembrar os anos 80 e trazer tudo de volta. Isso quer dizer que, daqui a 20 anos, a geração vai ouvir B-52 e usar cabeleiras semelhantes a algodão doce, com uma franja que não se parece com nada, vão usar ombreiras, e fatos de treino com filtros de exaustor, sapatilhas com o pior design alguma vez imaginado, pinturas do pior, etc…
Bom, o pior é que se repararmos nesta onda de metro sexualismo, misturado com as modas dos anos 80, a humanidade vai entrar num perigoso círculo vicioso de total mediocridade e ridicularidade.
Nem quero imaginar…
(Pronto, também há coisas boas. Para isso dá a tua opinião, para escrever um dia destes um post sobre os prós dos anos 80...)
Phonseka ©

sábado, setembro 17, 2005

PHONSEKEOREMA XV

Pedra no Sapato
Cá estou eu novamente, e novamente atrasado tanto na actualização do blog como no comentário aos vossos blogs. Mas já sabem como é, sou professor, pertenço infelizmente aos milhares de professores que não têm escola, e quanto menos tenho para fazer, menos faço, daí não ter cabeça para andar pela net, muito menos agarrar-me ao computador…
Andei a pensar e vi que o atraso na actualização do blog já era demasiado e não pude deixar de ajustar contas com as peripécias do quotidiano do bicho humano.
Mais uma vez andei atento ao que me acontece diariamente e começo por vos mostrar, explicar, ainda melhor...expor mais uma caricata situação que me põem a reflectir a mim e a muitas cabeças portuguesas, estrangeiras, imigrantes ilegais e n ilegais e por aí fora...
Ora bem, concerteza que já vos aconteceu andar descansadinhos na rua a passear e de repente, quando menos esperam, sentem o raio duma pedrinha muito pequenina, mas a fazer uma impressão danada dentro das sapatilhas, e que nos obrigam ao tentar tirar a intrometida da pedrinha fazer figuras, sinceramente, muito constrangedoras, até diria ridículas.
É assim, não tenho nada contra as pedras, nada mesmo, pois não as conheço de lado nenhum para ter uma opinião formada sobre elas, mas gostava mesmo de saber como é que conseguem entrar para dentro do calçado!!! Sinceramente, não consigo entender como é que uma pedra por mais pequena que seja, consegue penetrar para dentro de um sapato… Será que têm super poderes??? Será que andam por ai doendes que nos põem as pedras nos sapatos??? Não consigo entender.
É que o que mais me enerva são as figuras ridículas que uma pedra 500.000.000.000 vezes menor que nós nos obrigam a fazer no meio da rua a sacudir o pé como se estivéssemos a enxotar um cão invisível, ao pé coxinho principalmente quando a pedra, depois de tanto trambolhão dentro da sapatilha vai parar ao calcanhar… Ui, quando isso acontece aí sim dói…
Mas meus companheiros bloguínios, não nos alarmemos, pois já se inventou a Playstation portable, a seguir virá a solução para este caso que atormenta os milhares de pessoas em todo o mundo que usam calçado, e quando isso acontecer vamos todos viver melhor e em total harmonia com as pedras, pedrinhas e calhaus…
Abaixo a pedra no sapato…
Phonseka ©